II MOSTRA CINE LUSO ° BRASIL
04 – 14 Novembro, 2026
Vitória, Espirito Santo
VIVER, VER E ENXERGAR: SOCIEDADE E CONSCIÊNCIA CRÍTICA
Como viver em um mundo marcado por desigualdades, silenciamentos e violências normalizadas? O que realmente enxergamos quando olhamos para a sociedade que nos cerca? E o que escolhemos não ver? De que maneira podemos intervir e contribuir de forma consciente?
A segunda edição Cine Luso Brasil com tema Viver, Ver e Enxergar: Sociedade e Consciência Crítica propõe uma travessia cinematográfica pelas múltiplas realidades do espaço lusófono onde o cinema é instrumento de denúncia, memória e transformação. Mais do que apenas mostrar, os filmes aqui reunidos revelam o que é evitado, e ampliam nosso campo de consciência diante das estruturas sociais que nos atravessam.
Entre os temas que emergem estão as desigualdades urbanas, as heranças coloniais, a precariedade do trabalho, as lutas femininas e raciais, os traumas e os modos alternativos de habitar e resistir. Cada sessão é um convite a ver com mais profundidade — e a viver com mais consciência.
A proposta é simples e radical: reunir olhares que não se conformam. E, juntos, questionar o que significa viver com lucidez em tempos de cegueira coletiva na construção de um futuro mais justo.
A ideia é manter a abertura do evento sempre ligada às comemorações do “Dia Nacional da Consciência Negra” como um gesto simbólico e político. É reconhecer que os temas abordados neste ciclo — memória, identidade, resistência e justiça social — estão diretamente ligados à história e às consequências da diáspora africana e comunidades tradicionais e das relações coloniais que ainda marcam a contemporaneidade.
Honramos os milhões de pessoas negras, povos indígenas e sociedades invisibilizadas cujas histórias foram apagadas, distorcidas ou silenciadas ao longo dos séculos. Este gesto é um chamado à escuta ativa, ao reconhecimento profundo das suas contribuições para a construção das nossas sociedades e à urgência de uma reparação simbólica e estrutural. Mais do que remeter a uma herança colonial específica ou a uma associação restrita ao universo lusófono, trata-se de afirmar uma memória plural, crítica e coletiva, centrada nas vozes, experiências, resistências e saberes historicamente marginalizados.
A proposta do Cine Luso é justamente essa: ver e enxergar com consciência crítica com a verdade histórica, com a pluralidade de olhares e com a construção de um futuro mais justo e inclusivo.
A exemplo da primeira edição, temos por sub-temas o desdobramento dos assuntos quanto aos aspectos ligados aos universos contemporâneos numa reflexão crítica que se dará através dos debates e seus eixos específicos a ainda em formações e atividades artísticas .
A II Mostra Cine Luso Brasil é dedicada à memória de Emmanuel 7 Linhas, artista e livre-pensador, parceiro e colaborador da primeira edição do Cine Luso Brasil, cruelmente assassinado em maio de 2026.
Sua presença marcou o festival em 2025 e sua ausência nos convoca a continuar. Esta edição é também um ato de homenagem e de recusa ao silêncio.
Foto: Ellen Flegler
04/11, quarta-feira
18h30 | Lançamento: Sarau do Fim do Mundo. Lançamento do livro e homenagem a Emmanuel 7 Linhas | Livraria Catraia
05/11, quinta-feira
14h–18h | Oficina (aula aberta): Gerando impacto para filmes documentários: do global ao local, com Leonard Cortana (Guadalupe/França) e Aline Yasmin (BE/BR) | Centro Cultural Sesc Glória
06/11, sexta-feira
18h–21h | Curso Livre (dia 1): Cinemas em Língua Portuguesa: Autoinscrição, território e memória entre África, Portugal e Brasil, com Michelle Sales (RJ/BR) | Centro Cultural Sesc Glória
07/11, sábado
14h–18h | Curso Livre (dia 2): Cinemas em Língua Portuguesa: Autoinscrição, território e memória entre África, Portugal e Brasil, com Michelle Sales (RJ/BR) | Centro Cultural Sesc Glória
18h30–20h30 | Sessão debate: Justiça pra Marielle. Exibição do curta-metragem e debate com o diretor Leonard Cortana (Guadalupe/França) e Kitty Furtado (Angola/Portugal) | Centro Cultural Sesc Glória
08/11, domingo
14h–18h | Curso Livre (dia 3): Cinemas em Língua Portuguesa: Autoinscrição, território e memória entre África, Portugal e Brasil, com Michelle Sales (RJ/BR) | Centro Cultural Sesc Glória
18h30–20h30 | Sessão Curtas Ancestrais | Centro Cultural Sesc Glória
09/11, segunda-feira
16h–18h | Sessão Curtas Ancestrais | Centro Cultural Sesc Glória
19h–21h | Sessão Curtas Decoloniais | Centro Cultural Sesc Glória
10/11, terça-feira
16h–18h | Sessão Curtas Decoloniais | Centro Cultural Sesc Glória
19h–21h | Sessão Curtas Ancestrais | Centro Cultural Sesc Glória
11/11, quarta-feira
18h30–21h30 | Cine Debate 1: A casa e o mundo: território e modos de habitar | Cine Metrópolis (UFES)
12/11, quinta-feira
9h–12h | Oficina (dia 1): Pretuguês e outros crioulos no cinema negro em Portugal, com Kitty Furtado (Angola/Portugal) | Cine Metrópolis (UFES)
14h30–17h30 | Cine Debate 2: Trabalho, tempo e dignidade: o corpo na engrenagem | Cine Metrópolis (UFES)
18h30–21h30 | Cine Debate 3: Corpos que resistem: história, raça e pertencimento | Cine Metrópolis (UFES)
13/11, sexta-feira
9h–12h | Oficina (dia 2): Pretuguês e outros crioulos no cinema negro em Portugal, com Kitty Furtado (Angola/Portugal) | Cine Metrópolis (UFES)
14h30–17h30 | Cine Debate 4: Juventude em resistência: arte, repressão e ativismo | Cine Metrópolis (UFES)
18h30–21h30 | Cine Debate 5: Vozes do feminino: mulheres como potência de mudança | Cine Metrópolis (UFES)
14/11, sábado
14h30–17h30 | Cine Debate 6: A cidade e o abismo: desigualdade e invisibilidade urbana | Cine Metrópolis (UFES)
18h–21h30 | Encerramento e sessão especial: O Riso e a Faca, de Pedro Pinho | Cine Metrópolis (UFES)
ATIVIDADES FORMATIVAS
Nesta edição, serão oferecidas três formações gratuitas, que abordam o cinema a partir de perspectivas transnacionais, anticoloniais e de transformação social.
Cada formação oferece 40 vagas, preenchidas mediante seleção.
Inscrições: 10 a 25 de outubro de 2026.
1. GERANDO IMPACTO PARA FILMES DOCUMENTÁRIOS: DO GLOBAL AO LOCAL – Com Leonard Cortana (França/Guadalupe) e Aline Yasmin (Bélgica/Brasil)
Data: 05 de novembro (quinta-feira)
Horário: 14h às 18h
Local: Centro Cultural Sesc Glória — Sala de Cinema
Sobre a oficina
A oficina apresenta os fundamentos da criação de campanhas de impacto social a partir do audiovisual, com foco em questões de violência de gênero e justiça social.
Utilizando o filme O Legado de Marielle Não Morrerá como estudo de caso, a atividade explora como documentários e festivais podem gerar impacto transnacional, articulando diferentes contextos culturais e territoriais. Ao final, os participantes contribuirão para a concepção de uma ação de apoio à campanha de impacto do filme Yo me niego rotundamente.
Sobre os orientadores
Leonard Cortana é produtor de impacto, estrategista de parcerias e doutorando em Estudos de Cinema pela Universidade de Nova York (NYU). Atua em campanhas transnacionais de impacto social para documentários, com experiências em projetos sobre justiça social, memória e direitos humanos. Integra a EURODOC e foi selecionado para o Berlinale Talents 2026.
Aline Yasmin é poeta, artista, curadora e produtora multidisciplinar ítalo-brasileira, radicada em Bruxelas. Formada em Filosofia pela UFES, atua em projetos culturais internacionais e na economia criativa. É fundadora da associação Espírito Mundo e fundadora, curadora e diretora do Cine Luso desde 2017.
2. CINEMAS EM LÍNGUA PORTUGUESA : AUTOINSCRIÇÃO, TERRITÓRIO E MEMÓRIA ENTRE ÁFRICA, PORTUGAL E BRASIL – Com Michelle Sales (Brasil)
Datas e horários:
- 06 de novembro (sexta-feira): 18h às 21h
- 07 de novembro (sábado): 14h às 18h
- 08 de novembro (domingo): 14h às 18h
Local: Centro Cultural Sesc Glória — Sala de Cinema
Sobre o curso
O curso propõe uma introdução à história dos cinemas em língua portuguesa a partir de uma perspectiva comparada e transnacional, explorando as relações entre cinema, colonialismo, descolonização, identidade, memória e território.
A formação está organizada em três módulos: cinemas africanos de língua portuguesa, cinema português contemporâneo e cinema brasileiro pós-Retomada. A partir do conceito de autoinscrição, de Achille Mbembe, serão discutidas as diferentes formas pelas quais sujeitos e sociedades constroem suas próprias imagens e narrativas.
Sobre a orientadora
Michelle Sales é pesquisadora e autora de estudos sobre cinemas africanos de língua portuguesa, cinema português e suas relações com memória, identidade e colonialidade. Entre suas publicações estão À margem do cinema português (2020) e estudos sobre autoinscrição nos cinemas africanos contemporâneos.
3. PRETUGUES E OUTROS CRIOULOS NO CINEMA NEGRO EM PORTUGAL – Com Kitty Furtado (Angola/Portugal)
Datas: 12 e 13 de novembro (quinta e sexta-feira)
Horário: 9h às 12h, nos dois dias
Local: Cine Metrópolis — UFES
Sobre a oficina
A oficina propõe uma aproximação ao Cinema Negro em Portugal como espaço de criação, memória, resistência e construção de narrativas próprias.
Ao longo de dois encontros, serão discutidas as relações entre cinema, diáspora africana, ancestralidade, feminismo decolonial, periferias e diversidade linguística, considerando o português, os crioulos e as línguas africanas presentes nas produções audiovisuais.
A formação combina exibição e análise de filmes com exercícios criativos, nos quais os participantes poderão desenvolver pequenas propostas cinematográficas a partir de suas experiências com a língua, a identidade e a memória.
Não é necessária experiência prévia em cinema.
Sobre a orientadora
Kitty Furtado é doutora em Estudos Culturais, investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho e professora na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Integra projetos de pesquisa e curadoria, tendo participado da equipe curatorial da representação portuguesa na Bienal de Veneza de 2024.
INFORMAÇÕES IMPORTANTES
- As atividades são gratuitas e possuem vagas limitadas.
- Cada formação oferece 40 vagas, mediante seleção.
- É possível se inscrever em mais de uma atividade.
- Antes de se inscrever, confira as datas e os horários e considere sua disponibilidade para participar de todos os encontros da formação escolhida.
- O preenchimento do formulário não garante a seleção.
Período de inscrições: 10 de outubro a a 03 de novembro de 2026.
Apoios: Instituto Camões | Rede Cinema e Audiovisual PALOP + TL | UFES – Secretaria de Cultura | Pixx Fluxx Videomapping | Cousa | Portafora | Livraria Catraia | Cine Metrópolis
Apoio Institucional: Fecomércio / Sesc Glória
Parceria de Comunicação: Pulso | Grafita | TVE | 89.1 Espírito Santo FM
Produção: Interferências Filmes (ES) e Associação Espírito Mundo (Bélgica)
Realização: Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo | Governo do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Estado da Cultura | SNC | PNAB | MinC | Governo Federal
CINE METROPOLIS, UFES







CINE-DEBATE 1
A casa e o mundo: territórios e modos de habitar
11 de novembro | Quarta-feira | 18h30 às 21h30
Eixo temático: Ancestralidade, memória, resistência e lutas históricas pelo território.
Como a ancestralidade, a memória e as narrativas de resistência contribuem para enfrentar desigualdades históricas relacionadas à ocupação, à perda e à retomada de territórios?
FILMES
SUMARA MARÉ
- Direção: Samira Vera-Cruz
- País: Cabo Verde
- Ano: 2022
- Gênero: Documentário experimental
- Duração: 8 minutos
- Rede Cinema e Audiovisual PALOP-TL
Sinopse
Na ilha de Santiago, em Cabo Verde, a extração de areia para a construção civil deixa marcas profundas na paisagem e na vida das comunidades. Por meio de uma performance de dança protagonizada por Betty e Ondiana, mãe e filha, e das vozes de mulheres que recolhem areia para garantir seu sustento, o filme revela os impactos ambientais, econômicos e sociais dessa atividade.
Entre corpo, território e memória, Sumara Maré denuncia a devastação ambiental e evidencia as contradições entre sobrevivência, exploração dos recursos naturais e preservação da vida.
EMPELEITADA
- Direção: Micaele Xukuru, Chico Ludermir e Sérgio Borges
- País: Brasil
- Ano: 2026
- Gênero: Longa-metragem documental
- Duração: 64 minutos
Sinopse
O documentário acompanha a construção coletiva de uma casa de taipa pelo povo indígena Xukuru do Ororubá, no município de Pesqueira, em Pernambuco. A construção homenageia o cacique Xicão, liderança histórica assassinada em 1998 durante a luta pelos direitos territoriais de seu povo.
Por meio dos saberes tradicionais, da memória e do trabalho comunitário, o filme transforma a construção de uma morada em um gesto de resistência, pertencimento e afirmação cultural, revelando a relação indissociável entre território, identidade e ancestralidade.
PARTICIPANTES DO DEBATE
Debatedores: Chico Ludermir, Marcelo Guarani e Karen Pataxó
Mediação: Aline Yasmin
Mestre de cerimônias: Juliana Indami
CINE-DEBATE 2
Trabalho, tempo e dignidade: o corpo na engrenagem
12 de novembro | Quinta-feira | 14h30 às 17h30
Eixo temático: Precarização do trabalho, capitalismo, transformações urbanas, direitos e dignidade.
Como as transformações econômicas e os modelos contemporâneos de produção afetam os corpos, o tempo e as condições de vida? Quais são as possibilidades de resistência diante da precarização do trabalho?
FILMES
CYBERFUNK
- Direção: Bruno Rafael Fragoso e Lucas Lemos
- País: Brasil
- Ano: 2025
- Gênero: Curta-metragem de ficção científica
- Duração: 16 minutos e 41 segundos
Sinopse
Em um mundo no qual as pessoas precisam se submeter a intervenções cirúrgicas para garantir oportunidades de emprego, um apresentador de rádio resgata uma história do passado para alertar sobre os perigos do presente e imaginar outro futuro possível.
Por meio da ficção científica, Cyberfunk provoca reflexões sobre a exploração do corpo, a submissão às exigências do mercado de trabalho e as consequências de uma sociedade orientada pela produtividade.
A MORTE DE UMA CIDADE
- Direção: João Rosas
- País: Portugal
- Ano: 2022
- Gênero: Longa-metragem documental
- Duração: 116 minutos
Sinopse
No coração do Bairro Alto, em Lisboa, o edifício de uma antiga tipografia é demolido para dar lugar a apartamentos de luxo. Acompanhando o cotidiano dos trabalhadores envolvidos na demolição, o diretor João Rosas constrói um diário urbano sobre as profundas transformações da cidade.
Entre os efeitos da especulação imobiliária, o crescimento do turismo e as mudanças nas relações de trabalho, o filme reflete sobre a perda da memória urbana e sobre as pessoas que constroem, transformam e habitam os espaços da cidade.
PARTICIPANTES DO DEBATE
Debatedores: Adolfo Oleari e Fabio Camarnero
Mediação: Wanusa Santos
Mestre de cerimônias: Karen Pataxó
CINE-DEBATE 3
Corpos que resistem: história, raça e pertencimento
12 de novembro | Quinta-feira | 18h30 às 21h30
Eixo temático: Identidade, racismo estrutural, colonialismo, diáspora africana e pertencimento.
Como os corpos são vistos, enquadrados ou silenciados nas sociedades? De que maneira a memória, a identidade e a ancestralidade se tornam instrumentos de resistência às estruturas coloniais e racistas?
FILMES
POSTO DE IDENTIFICAÇÃO
- Direção: Danilson Bernardo Nzala
- País: Angola
- Ano: 2025
- Gênero: Curta-metragem documental
- Duração: 15 minutos
Sinopse
Na Luanda do período pós-independência, Nzala, um adolescente angolano, cresce em uma sociedade na qual nomes ocidentais ainda são associados ao prestígio e à ascensão social.
Ao enfrentar situações de exclusão e discriminação, inicia uma jornada de descoberta sobre as origens e os significados de seu nome africano. A partir das histórias dos mais velhos e da memória coletiva, passa a questionar os vestígios do colonialismo e a reafirmar sua identidade cultural.
ROSINHA E OUTROS BICHOS DO MATO
- Direção: Marta Pessoa
- País: Portugal
- Ano: 2023
- Gênero: Longa-metragem documental
- Duração: 101 minutos
Sinopse
Em 1934, durante a Exposição Colonial Portuguesa, organizada pelo Estado Novo, uma jovem guineense chamada Rosinha foi apresentada ao público como parte da representação do império colonial.
O documentário revisita esse episódio histórico para investigar os mecanismos de representação, exotização e desumanização dos povos colonizados. A obra questiona a construção da ideia de um suposto “racismo suave” português e examina como os imaginários coloniais permanecem presentes na sociedade contemporânea.
PARTICIPANTES DO DEBATE
Debatedores: Victor de Jesus (UFES) e Kitty Furtado
Mediação: Nataly Volcati
Mestre de cerimônias: Juliana Indami
CINE-DEBATE 4
Juventude em resistência: arte, repressão e ativismo
13 de novembro | Sexta-feira | 14h30 às 17h30
Eixo temático: Juventude, expressão artística, criminalização, resistência política e transformação social.
O que as vozes jovens e marginalizadas revelam sobre aquilo que a sociedade prefere ignorar? Como a arte e a expressão cultural podem se tornar instrumentos de resistência e transformação?
FILMES
LUGAR DE TODO AMOR
- Direção: Iago Menezes de Souza e Letícia Rodrigues de Sá
- País: Brasil
- Ano: 2026
- Gênero: Curta-metragem documental
- Duração: 20 minutos
Sinopse
O documentário acompanha jovens participantes da Oficina de Teatro do Centro de Referência Juvenil de São Pedro, em Vitória, Espírito Santo, enquanto criam novas narrativas sobre a região da Grande São Pedro.
Em diálogo com o documentário Lugar de Toda Pobreza (1983), a obra revisita um território historicamente marcado pelo estigma da pobreza, utilizando a performance, a poesia e a relação entre corpo e paisagem para reconstruir memórias e afirmar novas identidades.
Entre o manguezal do Limeirão, a Ilha das Caieiras e as águas do rio Santa Maria da Vitória, os jovens transformam o cinema em instrumento de pertencimento, expressão e memória coletiva.
COMPLÔ
- Direção: João Miller Guerra
- País: Portugal
- Ano: 2025
- Gênero: Longa-metragem documental
- Duração: 86 minutos
Sinopse
Bruno, conhecido como Ghoya, é um rapper e ativista político crioulo de origem cabo-verdiana que passou metade da vida privado de liberdade. Sua trajetória é marcada pela experiência da exclusão, pela relação com o Estado português e pela afirmação de sua identidade e atuação política.
Construído a partir de uma relação próxima entre o realizador e o protagonista, Complô acompanha uma história de resistência, pertencimento comunitário e luta por direitos, revelando as contradições de uma sociedade atravessada por desigualdades e mecanismos de criminalização.
PARTICIPANTES DO DEBATE
Debatedores: Fredone e Jack (Hip Hop)
Mediação: Letícia Rodrigues de Sá
Mestre de cerimônias: Karen Pataxó
CINE-DEBATE 5
Vozes do feminino: mulheres como potência de mudança
13 de novembro | Sexta-feira | 18h30 às 21h30
Eixo temático: Protagonismo feminino, relações de gênero, resistência, diásporas e transformação social.
Qual é a importância das lutas e das potências femininas na transformação das sociedades? O que significa enxergar o mundo a partir de uma perspectiva de gênero?
FILMES
MARISQUEIRAS
- Direção: Jéssica Sampaio
- País: Brasil
- Ano: 2025
- Gênero: Curta-metragem documental
- Duração: 15 minutos
Sinopse
Na comunidade de Porto de Santana, no Espírito Santo, um grupo de mulheres se dedica à pesca artesanal de mariscos.
Entre o nascer e o pôr do sol, o documentário acompanha o cotidiano dessas trabalhadoras, revelando como o trabalho, os saberes tradicionais e as relações com o território se entrelaçam na construção do sustento, da identidade e do futuro de suas comunidades.
CARTAS PARA…
- Direção: Vânia Alves Smith Lima
- Países: Brasil, Moçambique e Portugal
- Ano: 2025
- Gênero: Longa-metragem documental
- Duração: 89 minutos e 3 segundos
Sinopse
A escritora Paulina Chiziane, a atriz e poeta Elisa Lucinda e a poeta Raquel Lima compartilham experiências, desejos, inquietações e reflexões por meio da troca de nove cartas que atravessam Moçambique, Brasil e Portugal.
Entre memórias, afetos e vivências da diáspora, o documentário constrói uma narrativa poética sobre a condição feminina, as desigualdades de gênero e as experiências atravessadas pelo racismo, pelo sexismo e pela xenofobia.
PARTICIPANTES DO DEBATE
Debatedoras: Emilly Marques e Ingrid Silva Nascimento
Mediação: Gerda Schutz Foerste
Mestre de cerimônias: Juliana Indami
CINE-DEBATE 6
A cidade e o abismo: desigualdade e invisibilidade urbana
14 de novembro | Sábado | 14h30 às 17h30
Eixo temático: Exclusão social, desigualdade urbana, periferias, violência e invisibilidade.
Como o espaço urbano reproduz exclusões? Quem tem o direito de ser visto, ouvido e lembrado? Quais vidas permanecem invisíveis nas estruturas sociais e urbanas contemporâneas?
FILMES
CARAVANA
- Direção: Paulo Cesar da Silveira
- País: Brasil
- Ano: 2026
- Gênero: Curta-metragem documental
- Duração: 17 minutos e 52 segundos
Sinopse
O documentário acompanha Dona Vera, uma mãe que atravessa três cidades e utiliza sete ônibus para manter o vínculo com seus filhos, privados de liberdade.
A partir de sua trajetória, o filme evidencia as dificuldades enfrentadas pelas famílias de pessoas encarceradas, revelando as distâncias físicas, sociais e afetivas impostas pelo sistema prisional e pelas desigualdades territoriais.
NOITES ALIENÍGENAS
- Direção: Sérgio de Carvalho
- País: Brasil
- Ano: 2023
- Gênero: Longa-metragem de ficção
- Duração: 91 minutos
Sinopse
Ambientado na periferia de Rio Branco, no Acre, Noites Alienígenas acompanha três personagens cujas trajetórias são atravessadas pela violência urbana e pelos conflitos entre facções criminosas.
Misturando realismo social e elementos narrativos fantásticos, o filme revela os impactos da violência sobre as juventudes e as relações comunitárias, abordando as contradições de uma cidade marcada por profundas desigualdades.
A obra recebeu diversos prêmios no 50º Festival de Cinema de Gramado, incluindo Melhor Filme.
PARTICIPANTES DO DEBATE
Debatedores: Mayrianne Mattos e Marcus Vinicius Sant’Ana
Mediação: Viviane Pimentel
Mestre de cerimônias: Karen Pataxó
ENCERRAMENTO DA II MOSTRA CINE LUSO BRASIL
Sessão especial de encerramento
14 de novembro | Sábado | A partir das 18h30
O encerramento da II Mostra Cine Luso Brasil reúne a equipe organizadora, participantes e público para celebrar os encontros, as reflexões e as experiências compartilhadas durante a programação.
A sessão contará com agradecimentos da organização e exibição do longa-metragem O Riso e a Faca, dirigido por Pedro Pinho.
FILME
O RISO E A FACA
- Direção: Pedro Pinho
- Países: Portugal, França, Romênia e Brasil
- Ano: 2025
- Gênero: Longa-metragem de ficção
- Duração: 211 minutos (3h30)
Sinopse
Sérgio viaja para a Guiné-Bissau para trabalhar como engenheiro ambiental em uma organização não governamental, participando de um projeto de construção de uma estrada entre o deserto e a floresta.
Durante sua permanência, estabelece relações íntimas e complexas com Diara e Gui, dois habitantes locais. À medida que se aproxima das dinâmicas sociais e políticas do território, confronta-se com as contradições das relações entre expatriados e comunidades locais.
O filme explora as permanências do colonialismo, as assimetrias de poder, as relações afetivas e as tensões entre desenvolvimento, identidade e pertencimento.






SESSÕES ESPECIAIS | II MOSTRA CINE LUSO BRASIL 2026
Entrada: Gratuita
Programação: Duas mostras temáticas de curtas-metragens, reunindo 14 filmes, e uma sessão especial com exibição e debate.
Curtas Decoloniais, Curtas Ancestrais e Cinema de Resistência
De 7 a 10 de novembro de 2026 | Centro Cultural Sesc Glória – Vitória (ES)
JUSTIÇA PRA MARIELLE
Cinema, memória e luta por justiça
Data: 07.11 | 18h30 às 20h30
Eixo temático: Direitos humanos, violência política, racismo, representatividade, memória e justiça.
A II Mostra Cine Luso Brasil apresenta uma sessão especial dedicada à memória de Marielle Franco, à luta por justiça e à reflexão sobre a violência política no Brasil.
A exibição do curta-metragem Justiça pra Marielle será seguida de um debate que propõe discutir o papel do cinema documental na preservação da memória, na denúncia das violações de direitos humanos e na mobilização da sociedade civil.
O encontro convida o público a refletir sobre as relações entre racismo estrutural, violência política, democracia e a importância das lutas coletivas por justiça.
FILME
JUSTIÇA PRA MARIELLE
- Direção: Leonard Cortana
- Gênero: Curta-metragem documental
- Ano: 2019
- Duração: 22 minutos
Apresentação
A sessão dedicada a Justiça pra Marielle coloca em evidência a memória da vereadora brasileira Marielle Franco e a mobilização social por justiça e responsabilização pelo seu assassinato.
O debate busca ampliar a reflexão sobre a violência dirigida a lideranças políticas e defensoras de direitos humanos, destacando a importância da memória e da participação coletiva na defesa da democracia.
PARTICIPANTES DO DEBATE
Debatedores: Leonard Cortana (Guadalupe/França), diretor do filme, e Kitty Furtado (Angola/Portugal)
CURTAS DECOLONIAIS
Cinema, memória e resistência às estruturas coloniais
7 de novembro | Sábado | 18h30 às 20h30
9 de novembro | Segunda-feira | 18h30 às 20h30
10 de novembro | Terça-feira | 18h30 às 20h30
Eixo temático: Colonialismo, racismo estrutural, representação, território, violência de Estado, direito à moradia e resistência cultural.
Como as estruturas coloniais continuam a produzir desigualdades e a influenciar nossas formas de enxergar o mundo? De que maneira o cinema pode questionar representações hegemônicas, recuperar narrativas silenciadas e contribuir para a construção de uma consciência crítica?
A sessão Curtas Decoloniais reúne sete filmes que investigam as permanências do colonialismo e suas expressões contemporâneas. A partir de experiências individuais e coletivas, as obras abordam a exploração dos territórios, a criminalização das periferias, a disputa pela memória e a construção de identidades.
Entre a ficção, o documentário e o cinema experimental, os filmes convidam o público a refletir sobre as relações de poder que atravessam nossas sociedades e sobre as diferentes formas de resistência e emancipação.
FILMES
LATITUDE FÉNIX
- Direção: Welket Bungué
- País: Guiné-Bissau
- Ano: 2024
- Gênero: Curta-metragem experimental
- Duração: 15 minutos
- Rede Cinema e Audiovisual PALOP-TL
Sinopse
Em uma ilha atravessada por memórias históricas e simbólicas, a Princesa de Ébano, Maria Correia, é convocada pelas vozes de artistas contemporâneos e recebida pelo Barão de Água Izé.
A partir de referências ao quilombismo, à ancestralidade e à transmutação, Latitude Fénix constrói uma experiência audiovisual que celebra a potência da criação artística como instrumento de resistência e transformação.
Entre dança, memória e imaginação, o filme propõe um reencontro com a história e com as possibilidades de construção coletiva de novos futuros.
LIBERDADE DE MORAR
- Direção: Penha Souza
- País: Brasil
- Ano: 2025
- Gênero: Curta-metragem documental
- Duração: 21 minutos
Sinopse
O documentário acompanha a Ocupação Chico Prego, em Vitória, Espírito Santo, revelando a força coletiva de mulheres que transformam o cotidiano em espaço de luta, solidariedade e construção de alternativas para viver.
Por meio de narrativas de resistência e pertencimento, a obra coloca em evidência a urgência do direito à moradia e das políticas públicas habitacionais, sem perder de vista os afetos, os sonhos e as experiências das pessoas que constroem suas comunidades.
Liberdade de Morar apresenta a ocupação não apenas como reivindicação territorial, mas como afirmação da existência, da dignidade e do direito à cidade.
XIMIDÔ
- Direção: Katya Aragão
- País: São Tomé e Príncipe
- Ano: 2025
- Gênero: Curta-metragem de ficção
- Duração: 27 minutos
- Rede Cinema e Audiovisual PALOP-TL
Sinopse
Após a morte do irmão, Lídia, uma adolescente, enfrenta um profundo conflito emocional em um ambiente marcado pela rigidez religiosa, pelas expectativas familiares e pelas dificuldades de lidar com o luto.
Entre a igreja, as sessões de terapia e os silêncios que atravessam suas relações, a jovem procura compreender seus sentimentos e encontrar caminhos para continuar vivendo.
Ximidô aborda as tensões entre fé, ciência, tradições familiares e saúde emocional, revelando os desafios de uma juventude que busca construir sua própria identidade diante das normas sociais.
TU ORO
- Direção: Rodrigo Aquiles
- País: Brasil
- Ano: 2026
- Gênero: Curta-metragem de ficção
- Duração: 15 minutos e 15 segundos
Sinopse
No século XIX, durante as disputas territoriais entre Brasil e França pelo Amapá, a exploração do ouro transforma a região em cenário de conflitos e violência.
Joaquim, um garimpeiro negro, é capturado por Lunier, um explorador francês que o obriga a revelar a localização de uma mina de ouro.
Conduzido pela floresta sob ameaça de uma arma, Joaquim utiliza seus conhecimentos sobre o território para tentar escapar.
A narrativa revela as relações entre colonialismo, exploração dos recursos naturais, violência e resistência, colocando em evidência o conhecimento da floresta como instrumento de sobrevivência e emancipação.
ESCUDO
- Direção: Cauê Santiago e Andrey Haag
- País: Brasil
- Ano: 2025
- Gênero: Curta-metragem documental
- Duração: 8 minutos e 7 segundos
Sinopse
O documentário investiga a continuidade da violência de Estado na Baixada Santista, questionando os limites da redemocratização brasileira e a permanência de práticas repressivas contra populações periféricas.
A partir dos assassinatos de MCs ligados à cultura funk e das operações policiais Escudo e Verão, a obra estabelece relações entre violência institucional, racismo estrutural e criminalização das juventudes periféricas.
Escudo propõe uma reflexão sobre memória, direitos humanos e os mecanismos históricos que permitem a reprodução da violência contra determinados grupos sociais.
EH!
- Direção: Ğennesis Ferreira
- País: Angola
- Ano: 2026
- Gênero: Curta-metragem experimental
- Duração: 15 minutos
Sinopse
Uma equipe de documentaristas estrangeiros chega a uma capital africana moderna e vibrante com o objetivo de encontrar imagens que correspondam às expectativas internacionais sobre o continente.
Na tentativa de construir a narrativa de uma suposta “África autêntica”, os realizadores subornam um jovem para encenar situações de miséria e vulnerabilidade.
A fronteira entre documentário e ficção se dissolve, revelando os mecanismos de manipulação da imagem e de fabricação de estereótipos.
Com uma abordagem crítica e irônica, EH! questiona a exploração da pobreza como produto audiovisual e confronta os olhares coloniais que continuam a orientar determinadas representações da África.
VOCÊ ESTÁ NO CAMINHO CERTO
- Direção: Marcos Corrêa
- País: Brasil
- Ano: 2025
- Gênero: Curta-metragem de docuficção
- Duração: 17 minutos
Sinopse
Ao receber de um aluno o livro Quarto de Despejo – Diário de uma Favelada, de Carolina Maria de Jesus, a professora Beta Ferreira inicia uma jornada pelas ruas e espaços da cidade de São Paulo relacionados à trajetória da escritora.
O encontro com a obra de Carolina desperta reflexões sobre memória, desigualdade social, ancestralidade negra e resistência.
Entre espaços urbanos, literatura e lembranças, o filme investiga a permanência da voz de uma das mais importantes escritoras brasileiras e sua contribuição para a construção de narrativas que confrontam o racismo, a pobreza e o apagamento histórico.
CURTAS ANCESTRAIS
Memória, identidade e pertencimento
8 de novembro | Domingo | 18h30 às 20h30
9 de novembro | Segunda-feira | 16h às 18h
10 de novembro | Terça-feira | 19h às 21h
Eixo temático: Ancestralidade, memória coletiva, espiritualidade, território, identidade, pertencimento e transmissão de saberes.
Como a ancestralidade participa da construção de nossas identidades? De que maneira os vínculos com a terra, a espiritualidade, as tradições e as memórias familiares contribuem para preservar histórias e construir novas possibilidades de existência?
A sessão Curtas Ancestrais reúne sete obras que investigam as relações entre memória, identidade e pertencimento a partir de diferentes experiências pessoais e coletivas.
Entre histórias de reencontro com as origens, manifestações espirituais, saberes indígenas e tradições culturais, os filmes apresentam a ancestralidade como uma dimensão viva, presente nas relações familiares, nos territórios e nas maneiras de compreender o mundo.
Mais do que uma relação com o passado, a ancestralidade emerge como força de continuidade, transformação e resistência.
FILMES
BIJUPIRÁ
- Direção: Eduardo Boccaletti
- País: Brasil
- Ano: 2025
- Gênero: Curta-metragem de ficção
- Duração: 14 minutos e 16 segundos
Sinopse
Ao questionar suas origens e os vínculos que definem sua identidade, Tomé encontra na relação entre a rêmora e o tubarão-baleia uma metáfora sobre cuidado, proteção e pertencimento.
Entre o universo marinho e sua relação com Reinaldo, o filme explora as diferentes formas de construção dos laços familiares e afetivos.
Bijupirá propõe uma reflexão sensível sobre ancestralidade, filiação e os vínculos que ultrapassam os limites biológicos, revelando o pertencimento como experiência construída por meio do afeto e do reconhecimento.
DESTINAÇÃO
- Direção: Wagno Luiz Godez
- País: Brasil
- Ano: 2026
- Gênero: Curta-metragem de ficção
- Duração: 17 minutos
Sinopse
Yandra enfrenta uma realidade marcada pelo trabalho precário, pela falta de moradia e pelas dificuldades de sobreviver na cidade. Sem alternativas, decide retornar à casa da família, no interior, onde o reencontro com suas origens a obriga a confrontar lembranças, relações familiares e experiências do passado.
Entre deslocamentos, dificuldades e descobertas, Destinação aborda a busca pelo pertencimento e a importância das raízes na reconstrução da identidade e das possibilidades de futuro.
NO VENTRE DO MORRO
- Direção: Carina Bini
- País: Brasil
- Ano: 2026
- Gênero: Curta-metragem documental
- Duração: 14 minutos e 48 segundos
Sinopse
Aos pés do Morro Santana, em Porto Alegre, a Kujã Iracema Gãh Té Kaingang enfrenta ameaças constantes à preservação das nascentes e do território ancestral de seu povo.
Guardiã da memória e da espiritualidade Kaingang, Iracema reafirma a relação profunda entre terra, água, vida e identidade coletiva.
O documentário revela um território vivo, atravessado por saberes ancestrais e práticas de resistência, destacando a importância da presença indígena na proteção dos ecossistemas e no enfrentamento das ameaças de apagamento cultural e territorial.
DEVAGARIM
- Direção: Grace Ribeiro
- País: Cabo Verde
- Ano: Não informado
- Gênero: Curta-metragem documental
- Duração: 15 minutos
- Rede Cinema e Audiovisual PALOP-TL
Sinopse
Três gerações compartilham diferentes maneiras de viver, compreender e se relacionar com um mesmo território rural de Cabo Verde. Em uma comunidade marcada pelas limitações de acesso e pelas práticas agrícolas tradicionais, o filme acompanha modos de vida que respeitam o ritmo dos ecossistemas, os ciclos da natureza e o tempo das relações humanas.
Devagarim apresenta a transmissão de saberes entre gerações como uma forma de resistência cultural e ambiental, valorizando práticas comunitárias que apontam para relações mais sustentáveis com a terra e com a vida.
CLEÓ AOS 70
- Direção: Márcio Ferreira e Rafa Beck
- País: Brasil
- Ano: 2026
- Gênero: Curta-metragem documental
- Duração: 16 minutos e 37 segundos
Sinopse
Mãe Cleonice de Obaluayê, filha de Mãe Eunice de Xangô, enfrenta a perda progressiva da memória. Entretanto, sua trajetória, seus ensinamentos e sua relação com o Orixá permanecem vivos por meio dos vínculos com sua família de axé.
O documentário apresenta uma reflexão sobre a transmissão da ancestralidade, a espiritualidade afro-brasileira e as formas pelas quais a memória coletiva preserva experiências e saberes, mesmo diante da fragilidade da memória individual.
ZILA
- Direção: Kaya Rodrigues
- País: Brasil
- Ano: 2026
- Gênero: Curta-metragem de ficção
- Duração: 19 minutos e 46 segundos
Sinopse
Aos setenta anos, Zila enfrenta a solidão e as lembranças de uma vida que parece cada vez mais distante de seu presente. Dividida entre a saudade do passado e a realidade cotidiana, decide participar de um ritual africano de esquecimento.
O filme propõe uma reflexão sobre envelhecimento, memória, identidade e espiritualidade, explorando a relação entre aquilo que desejamos preservar e as experiências das quais procuramos nos libertar.
SALVE, RAINHA!
- Direção: Estevão Ribeiro e Fabio Carvalho
- País: Brasil
- Ano: 2026
- Gênero: Curta-metragem de ficção
- Duração: 18 minutos e 30 segundos
Sinopse
Uma mulher trans retorna à aldeia onde nasceu e busca ocupar o lugar de rainha de um grupo tradicional fundado por seu pai. Seu retorno coloca em diálogo identidade de gênero, pertencimento, tradições comunitárias e herança familiar.
Salve, Rainha! aborda os desafios de afirmação da identidade e a possibilidade de transformação das tradições a partir do reconhecimento da diversidade e dos vínculos ancestrais.
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Locais – Endereços
Livraria Catraia: Rua Duque de Caxias, 121, Centro, Corredor Criativo Nestor Gomes, Vitória, ES
Centro Cultural Sesc Glória: Av. Jerônimo Monteiro, 428, Centro, Vitória, ES
Cine Metrópolis (UFES): Universidade Federal do Espírito Santo, Campus de Goiabeiras, Centro de Vivência, Av. Fernando Ferrari, 514, Goiabeiras, Vitória, ES, CEP 29075-910

